VISITA AOS ENFERMOS
 A humanidade parece estar em constante corrida contra o tempo, numa busca cada vez maior de bens materiais, acreditando que ali encontrará sua felicidade. Porém, ao conseguir atingir seu ideal, perde o encanto e se não for colocado novos objetivos na vida, deixam-se tomar por um tormento íntimo. No livro Diretrizes para o Êxito, pelo espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, podemos ler que “Quando os objetivos humanos que devem ser buscados com afã se encerram na conquista daquilo que se pretende, não poucas vezes, o sentido e o significado da existência desaparecem”. O pessimismo é algo que nos atinge constantemente. A força do pensamento nos faz mergulhar em um turbilhão, “pré-ocupando-nos” com coisas que jamais irão acontecer e provocando males que podem atingir o corpo físico por meio de doenças da alma. Precisamos entender que temos uma infinidade de trabalhos assistenciais que, quando prestamos com sinceridade e amor, podem nos beneficiar bastante. Se a humanidade pudesse compreender que a felicidade está na vivência diária da caridade e do amor... Uma simples visita, dizem nossos sábios, pode ter grande valor terapêutico. E não apenas para o enfermo, mas para quem realiza a visita. É um pequeno gesto, uma doação ínfima de seu tempo, mas com o potencial de uma troca que pode mudar sua própria vida. A enfermidade possivelmente já atingiu a todos nós e pode nos visitar novamente a qualquer momento. Alguns, provavelmente, já tiveram a experiência de receber uma visita quando enfermos. Isto nos traz conforto e também alegria, por contarmos com pessoas queridas em momento tão delicado. Existe um trabalho maravilhoso feito pelos Doutores da Alegria, que são palhaços que fazem visitas a crianças hospitalizadas. Mesmo para aquelas que não resistiram ao tratamento médico convencional, aqueles momentos com os Doutores da Alegria com certeza fizeram alguma diferença para o estado emocional delas e de seus familiares. Mas as visitas aos enfermos não se restringem somente aos Doutores da Alegria. Existem várias frentes de trabalho, de várias religiões, que se dedicam fielmente a este propósito de levar um pouco de alegria e esperança a estes irmãos. Em seus depoimentos, dizem sentirem-se gratificados pela oportunidade de estar junto àqueles enfermos. Joanna de Ângelis nos instrui dizendo que “Se enfermos, visita-os, levando-lhes a tua solidariedade, a tua palavra de amizade, a chama da tua fé espiritual. Essa atitude constitui generosa fonte de caridade que é pouca praticada. Se, de todo, as circunstâncias não te permitirem, embora sempre possas fazê-lo se te empenhares honestamente, escreve-lhes algo, endereça-lhes vibrações de saúde, telefona-lhes, diz-lhes que os estimas e que lhes sentes a ausência”. A caridade sempre é possível quando realmente nos empenhamos em praticá-la com amor. Afinal, se refletirmos honestamente iremos lembrar de quantos esforços fizemos para alcançar uma satisfação pessoal ou profissional. Sendo assim, tudo é possível se realmente existe dentro de nós este ideal caridoso. E Joanna de Ângelis concluí que “Quando visitares enfermos, não lhes imponhas a descrição do seu quadro orgânico ou emocional. Se te aborda o tema, ouve-o com atenção e evita aumentar-lhe a preocupação. Sê otimista sem exagero, realista sem crueza. Conversa, edificando, se a ocasião o permitir. Não prolongues a tua visita, tornando-a cansativa. Conforta-o com uma leitura edificante, com notícias auspiciosas, com uma oração refazente. Se ele solicitar-te a aplicação de passes, faze-o sem jactância, não deixando falsa impressão de cura milagrosa ou pronto restabelecimento. A caridade é gentil e discreta, bondosa e calmante. Sempre, pois, que possível, visita os irmãos que se encontram enfermos”. Texto original publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição nº 65, ano 2009.
Escrito por Marco Tulio Michalick às 17h43
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